Eu Crítico

Minha opinião! Filmes, livros, exposições, peças, etc.

Festivais X Artistas

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Cansei de enviar propostas para festivais. Literalmente. Estou cansado de enviar projetos para Festivais e não receber de volta nem um mínimo: “Ficamos muito gratos com a sua participação (afinal são vocês artistas que justificam a existência deste festival). Infelizmente, blá blá blá“.
Sim, a imensa maioria dos festivais não avisa que você não foi selecionado.
Apenas os já premiados com a graça de uma seleção são agraciados também com um e-mail atencioso informando eles do fato: “Vocês, ó pobres almas sofridas, terão a benção de participar deste magnífico festival realizado com o seu dinheiro.”
E enviam um e-mail para todos “os outros” com a seleção feita.
Essa é a prática corrente dos festivais no Brasil.

E os artistas, pobres coitados, desesperados por espaço e sem opção, caem no truque de fornecer de graça a matéria prima para os curadores de fartarem com a grana e com os recursos.

O que acontece no sistema de festivais brasileiros é uma exploração do trabalho dos artistas por parte dos curadores.
A imensa maioria dos festivais não paga NADA para o artista, mesmo para os selecionados.
Agora pergunte qual é o curador que trabalha de graça.
Em geral são os curadores que formatam os projetos de festivais, prevendo os recursos para si mesmo e nada além de (abre mais aspas aqui) divulgação para os artistas.
E você e eu, nós artistas, nos submetemos a isso, seja por desespero, por esperança ou por falta de opção.

Sejamos justos: a maioria dos festivais no Brasil acontece com dinheiro público. Em geral através de isenção fiscal com patrocínio via Lei Rouanet ou algo do tipo, ou seja: nossa grana! Não interessa se é a Coca-cola, o ItaúCultural ou a Petrobrás: dinheiro captado via Lei Rouanet é dinheiro de imposto, dinheiro público que o MinC resolveu direcionar para alguma atividade cultural.
Portanto não é um favor exigir consideração de festivais: eles têm obrigação de prestar contas dessa grana.

Aliás todos esses festivais deveriam ter online e disponível para todos uma planilha com todos os gastos do festival: quanto dinheiro foi pago para cada curador, para cada produtor, todo dinheiro gasto com transporte e hospedagem de artistas/curadores/produtores, com produção/impressão gráfica, etc e etc. Aguardo links de ALGUM festival que se preste a isso.

Recentemente o meu trabalho Namahaiku foi (abre muitas aspas aqui) selecionado (fecha aspas) para o FAM – Festival de Arte e Mídia.
Essa (aspas novamente) seleção (fecha aspas) da performance que envolve um total de 6 pessoas entre direção/produção/performers NÃO inclui transporte e nem hospedagem dos mesmos.
O festival prevê a exibição da performance selecionada em pelo menos 3 lugares e datas diferentes.
É claro que o trabalho não será mostrado, pois não temos condições de bancar uma equipe de 6 pessoas e todos os seus gastos durante o festival.

O tal FAM tem patrocínio da Petrobrás.

Agora fica a minha pergunta: quanto os curadores estão ganhando para fazer esse festival?
Sim, porque para eles não pagarem nem transporte e nem hospedagem para ninguém, o dinheiro deve ter sobrado.

Escrito por interaubis

outubro 25, 2010 em 9:34 pm

Publicado em festivais

Novo twitter

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O Twitter é uma rede que ganhou força nos últimos tempos pela sua principal qualidade: simplicidade.
Neste universo de Orkuts (lembra? Em 2004 ele era o máximo), Facebooks, Linkedins e etceteras lotados de funções, joguinhos e aplicativos embutidos, o Twitter apareceu como uma rede limpa.
Nem sequer é uma rede igualitária pois suas relações não são simétricas: você apenas recebe as postagens de quem escolhe seguir.
Essas duas regras simples, limite de caracteres e não-simetria de conexões, tornaram o Twitter uma fonte ágil de informações em tempo real sobre qualquer assunto possível.
Mais uma regra simples, a abertura da API combinada com uso de autenticação OAuth, e o Twitter ficou perfeito.
Eu mesmo uso três aplicativos diferentes do smartphone para acessar minha rede no Twitter. Cada aplicativo tem a sua vantagem específica. Para postar fotos, por exemplo, diversos sites se conectam ao Twitter. Para transmissão ao vivo inventaram até uma Twitcam. E assim por aí.

A regra é: quem quiser outras funções usa outros sites conectados ao Twitter.

Tudo isso deixa o Twitter leve e ágil.

Pois agora o Twitter parece entediado com sua própria simplicidade e começa querer complicar, a inventar modas. Como se o excesso de informações que circulam não fosse o suficiente, começaram a inventar funções.
Primeiro foi o RT (retweet) originalmente inventado pelos próprios usuários e que foi incorporado como função no próprio site do Twitter.
Até aí, ok.

Mas agora com o #newtwitter começou a frescura.

Vou fazer uma breve resenha apontando pra mim as coisas boas do #newtwitter e as coisas que devem ser abandonadas:

Bom:
A timeline infinita. Quando mais se desce a página mais informações se carrega, sem a necessidade daquele ‘more’ que sempre dá pau.
A aba ao lado direito que abre as fotos do Twitpic, YFrog e os vídeos do Youtube sem necessidade de abrir outra pagina.
As @s agora são autocompletáveis ao se começar um reply ou mention de alguém.

Ruim:
A aba lateral não abre todos os sites, deveria dar ao menos um preview. Do modo que está esta função fica incompleta.
A @s não são todas completáveis, meus contatos mais antigos são ignorados…Desse modo, fica meio sem função.
O ‘in reply to’ ficou confuso. Aparece ao lado mas não dá mais pra navegar pelo link (que sumiu). Da forma que funciona atualmente é muito mais ágil e menos confuso: um link no pé do próprio tweet resolve. Se é pra transportar a conversa toda para a aba ao lado, deveriam manter o link ‘in reply to’ para esclarecer eventuais dúvidas sobre quem falou o que antes.

Conclusão:
O Twitter tentou incorporar funções de alguns clientes como TweetDeck, Snaptu, etc mas isso acabou gerando uma poluição desnecessária no site.
A simplicidade é a maior qualidade do site e é isso que pode fazê-lo ir além. Querer se igualar a outras redes sociais poluídas só vai fazê-lo perder as suas características e suas qualidades.

Se o slogan do Orkut era ‘keep it beautiful’, o do Twitter deveria ser:
Twitter: keep it simple!

Escrito por interaubis

setembro 29, 2010 em 8:24 am

Publicado em internet

A Vida Antes do Homem

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Nunca tinha lido nada da Margaret Atwood.
Uma vez, muito tempo já faz, eu li uma referência elogiosa (“quer casar comigo?” ou algo do tipo) em uma tirinha do Laerte. Fiquei com o nome e a boa impressão na cabeça, afinal o Laerte, como cartunista canonizado não faria uma referência explícita a qualquer um.

Então o acaso a trouxe para perto de mim: um dia, enquanto me dirigia à estante de literatura nacional na (nova e ótima) Biblioteca São Paulo, um livro dela apareceu na minha frente: A Vida Antes do Homem. Magneticamente o livro colou na minha mão e tive que trazê-lo para casa.

O livro é um fluxo. A história começa logo após um fato decisivo, e termina um pouco antes de outro fato importante acontecer. Ao longo da narrativa sutil, três personagens se alternam narrando suas versões dos fatos. São seres reais, vivos. Pessoas que sorriem bom-dia enquanto borbulham de ódio, mágoa ou indiferença. Pessoas que não sabem bem o que está acontecendo e prosseguem mesmo assim, tentando controlar seu destino enquanto decisões tomados pelos outros mudam o curso de suas vidas. A vida psicológica, as contradições e a complexidade de cada um vão lentamente sendo contruídas através dos capítulos. Ora um narrador onisciente, ora o próprio personagem em seu fluxo de associações e atos e assim um universo físico e psicológico vai sendo montado.
A Tia Muriel (foi daí que você tirou o nome, Laerte?) e sua rigidez moral, desumana, projetando sua sombra sobre a pobre Elisabeth que (em nome das filhas pequenas?) tenta manter seu casamento quase de fachada com Nate, também oprimido por sua mãe idealista (mas no íntimo, desesperada), enquanto este dá os primeiros passos para trocar de amante, conhecendo a delirante e obsessiva paleontóloga que mantém uma relação suficiente mas não totalmente satisfatória com William, cuja violência insuspeitada a empurra em definitivo para seu novo, e não menos insatisfatório, destino.

Uma decisão tomada por uma das personagens irá mudar novamente tudo, mas antes disso, o livro acaba.

Margaret Atwood, quer casar comigo?

serviço:
A Vida Antes do Homem
Margaret Atwood
351 pgs
Editora Rocco

Escrito por interaubis

junho 17, 2010 em 8:26 am

Publicado em livros

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Live Cinema – Segunda Noite

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Ruidografia
Panetone e Digwu
A proposta aqui é converter através de aparelhos de som e vídeo o som em imagem e a imagem em som, o que resulta em ruído de ambos os lados: no som e na imagem. Esse ruído gerado é modulado ao vivo pela dupla.
O resultado não chega a ser insuportável e permite realmente uma apreciação estética do ruído. Se eu tivesse percebido isso na hora eu teria visto de outro ângulo. Enquanto acontecia a sessão de ruídos eu acharia mais interessante se pudesse observar o que ambos estavam fazendo exatamente com todos aqueles objetos na mesa, isso poderia ser projetado em algum lugar. Pensando bem, gostei mais do trabalho agora do que gostei na hora. Ainda assim fez falta observar a mesa.

O @livecinema jogou esse link agora com um vídeo da dupla:

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Ausências (canções eletroacústicas)
Dudu Tsuda, Marcos Bastos, Karina Montenegro.
A música é tudo nesse trabalho. Sustenta e mantém, enquanto as imagens tentam dizer algo e conseguem apenas criar um clima ambiente para que a música impere.
Ou explicando melhor: a música ocupa a maior parte do campo sensorial. Se as imagens tivessem alguma potência por si mesmas, algum significado ou características específicas poderiam se impôr e ocupar um tanto mais do espaço estético disponível. Não chegam a isso devido ao seu caráter genérico-videoartístico. Mas funcionam bem como plano de fundo.
De qualquer forma, o trabalho foi o mais bonito da noite.

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O Amor Segundo B. Shianberg
Beto Brant

Não sei bem ainda o que achei. Não achei tão ruim quanto a maioria das pessoas com quem conversei após a sessão.

O que mais me incomoda nesta apresentação é o fato de forjar uma liveaction sobre algo que já está pronto. Pequenas intervenções pontuais atravessando o filme mesmo. Do ponto de vista de quem cria e pesquisa liveaction performancevideo (ou whatever se queira chamar) há vários anos acho injusto um trabalho ainda verde nessa pesquisa esteja ocupando um espaço que seria destinado a artistas que pesquisam isso há muitos anos e há muitos bons por aí.

Mas enfim, é a vida, são os festivais. É o Beto Brant, o cara dá público, a sessão ficou cheia.

No palco há três Macs e pelo que percebi de longe, rodava o Final Cut nos três. Em alguns momentos ocorriam fusões de imagens e as cenas se cruzavam, o som de uma subindo e depois voltando, some imagem, volta o filme linear.
Existe também um ator em cena, ele macaqueia as cenas projetadas em muitos momentos. Em outros lê textos enquanto acontece a cena projetada. Toca uma música com seu violão preto. Só que fica uma composição meio frouxa, não chega a dar liga. Não é teatro e não é cinema, e tampouco chega a ser outra coisa.

Apesar disso enxergo no Beto Brant ao longo de seus filmes uma inquietação que muito me agrada.
E me agradou também neste filme editado ao vivo. Parece que o Beto Brant está trazendo do teatro para o cinema o frescor do ao vivo. Espero que suas contribuições nesta pesquisa sejam preciosas e belas como o resto de sua obra.

UPDATE (em 24 de outubro de 2010, já depois do Namahaiku ser rejeitado pela 3ª vez na terceira edição deste festival)

Esse trabalho do Beto Brandt, com o qual eu tentei ser justo na resenha acima, não mereceu a minha boa vontade.

É um trabalho que foi ficando cada vez pior na memória. Pensando nele hoje em dia lembro de uma sessão interminável de um filme ruim enquanto um mau ator pulava de um lado para outro em cena tentando imitar (sem sucesso) algumas cenas que apareciam na tela.

O fato do LiveCinema ter rejeitado pela terceira (e última, pois não enviaremos de novo) vez o Namahaiku contribui para a minha má vontade em relação à injusta seleção do trabalho do Beto Brandt.

Mas o trabalho apresentado era muito ruim, não mereceu estar lá.

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http://www.livecinema.com.br/

Escrito por interaubis

novembro 25, 2009 em 11:50 pm

Publicado em cinema, performancevideo

Live Cinema – Primeira Noite

com 2 comentários

O LiveCinema é um evento que almeja mapear os arredores do Cinema.
Aquele cinema que poderia ter sido, se a opção da indústria não tivesse sido pela tela única, frontal em uma sala escura.
O LiveCinema parte do caminho cinematográfico que os dadaístas e surrealistas praticaram em sua época (enquanto o cinemão era formatado e exportado para o resto do mundo) e que a videoarte recuperou a partir de finais da década de 50.
Hoje em dia, com as tecnologias digitais, este cinema não-convencional tem ganhado força.
Desde o aparecimento e fortalecimento dos VJs no final da década de 90 e início dos anos 2000 somados às instalações que fazem uso intensivo de vídeo, parece possível que surja uma forma alternativa de cinema.
Por tudo isso a Mostra LiveCinema é bem vinda e merece vida longa.

Dito isso, farei uma breve resenha pessoal de cada apresentação que eu assistir.

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Carlos Caldini

Manipulando 3 projetores de super-8 na unha, o argentino apresentou 2 performances.
Na primeira delas, 3 talking heads televisivas se alternam e convivem nas três projeções. Duas mulheres e um homem se alternam com rapidez entre as imagens, sempre enquadrados em formato “telejornal”. Tirando a técnica, não vi muito alí.

Na segunda performance, um tanto mais poética, o artista junta e sobrepõe as imagens dos projetores criando efeitos interessantes.
Girando manualmente o ângulo dos projetores, primeiro sobrepondo duas imagens e depois, as três. Imagens P&B de um gramado recebendo uma imagem colorida de uma flor, por exemplo, entre outras imagens bucólicas.

Apenas mexendo no tamanho e na posição das imagens (pré-preparadas em cada um dos projetores), este trabalho simples atinge efeitos interessantes.

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HOL
Esse trabalho é um que eu encaixo na categoria “tenho uma puta técnica e escrevi um projeto que é uma tese de mestrado, portanto sou um artista fodão”.
Bom, amigo, não é não.
Que bom que você leu Hegel e conseguiu inventar um conceito bacanudo.
Que divertido que você tem uma baita técnica e consegue manipular som e imagem ao mesmo tempo usando essa interface divertida com êmbolos coloridos.
Mas o seu trabalho é chato.
Os primeiros cincos minutos até passam, depois fica só chato e repetitivo.
Se os êmbolos coloridos (ops, não estou usando o nome que os curadores adoram:”interface”) são importantes e fazem parte do trabalho então ponha uma câmera focando neles e jogue a imagem para o telão. Integre sua interface ao trabalho. Do jeito que o trabalho foi montado só quem estava nas primeiras filas consegue ver direito aquilo.
Vivemos uma época em que o sujeito inventa um lápis e é considerado um artista. Pois uma interface, em conceito, é isso: um lápis. Lápis servem para desenhar e não para serem expostos. Você pode expôr um lápis, mas não chame isso de arte, por favor.
Vivemos em uma época em que os críticos estão tão perdidos que nem olham mais os trabalhos, afinal quem quer ver um trabalho passível de erros quando se tem um conceito pronto acabado e redondinho, perfeito?
Deve ser muito comum também curadores, depois de ler o conceito, assistirem o trabalho apoiados nessa muleta. Desse modo não chegam realmente a perceber o trabalho: o conceito basta.

Aliás para que fazer uma noite de performances se o importante é o conceito e a interface? Faça uma instalação e pronto.
Fica a dica pros curadores do próximo LiveCinema.

Sobre a performance de HOL a impressão que eu tenho é que ele tenta justificar toda a parafernália e o conceito bacanudo criados e tenta estender a idéia ao máximo. Pra mim não funcionou.
Próximo.

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Daito Manabe
Enfim um trabalho que se sustenta. Uma obra onde conceito e forma estão conectados de tal forma que o resultado é Arte.
Esta performance desenvolve uma interface original, tem um conceito interessante mas ao invés de se contentar com isso consegue unir conceito/forma/técnica ao criar um trabalho ao mesmo tempo cômico e perturbador.
Lembrando muito as duplas de comediantes japoneses, o artista e seu assistente se apresentam diante do público com inúmeros fios presos ao rosto. São sensores que determinam pequenas interferências na música a partir dos movimentos faciais realizados por eles.
Deste modo, eles vão modulando a música com caretas enquanto ambos os rostos são projetados no telão. Esta é a única imagem do trabalho: ambos ao vivo enquanto fazem caretas para alterar a música que toca.
E no entanto essa simplicidade leva o trabalho à sua potência: a reação no público é imediata.
O trabalho provoca, diverte, questiona (a simbiose homem-máquina e o proclamado corpo obsoleto) e é bem resolvido em sua simplicidade formal.

Aqui o site do artista

http://www.daito.ws/#2

Saldo da noite:
Ufa, pelo menos um!

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http://www.livecinema.com.br/

NOTA: Esta resenha é composta por impressões sobre a primeira noite do LiveCinema, no Sesc Pompéia em 24 de novembro de 2009.
Não tenho e nem busquei nenhuma informação adicional sobre os artistas além do material que o próprio Festival disponibilizou.
Essa resenha, portanto, trata exclusivamente das obras apresentadas do ponto de vista de alguém que foi lá pra assistir.

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Escrito por interaubis

novembro 25, 2009 em 4:04 pm

Publicado em cinema

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Ponto Quarenta

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Quando o livro chegou em casa via correio confesso que fiquei um pouco decepcionado: a edição pequena, fininha, não inspirava muita confiança. Apesar do pequeno livro não parar fisicamente em pé percebi após algumas páginas que não iria me decepcionar com o livro de estréia de Roger Franchini.

Ancorado em sua experiência como investigador da Polícia Civil de São Paulo Roger desenvolve uma narrativa ágil e bem amarrada misturando corrupção policial e poder público para ao fim, em uma grande catarse, realizar a justiça que faz falta no mundo real.

O principal mérito do livro de Franchini é fazer bom uso do imaginário brasileiro sobre a corrupção generalizada no serviço público aproveitando esse background para desenvolver uma ótima narrativa policial. Filiando-se sem medo à tradição literária de Rubem Fonseca, Roger atualiza com sua própria experiência o mundo cão policial brasileiro dentro da literatura.

Se você curte literatura policial fica essa dica recomendo este “Ponto Quarenta”, um ótimo livro contemporâneo e um belo representante da mais genuína tradição policial brazuca.

http://www.verbeat.org/blogs/cultcoolfreak/pontoquarenta

Escrito por interaubis

novembro 16, 2009 em 5:12 pm

Publicado em livros

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Inaugurando um espaço

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Hoje inauguro este espaço de crítica, autocrítica e outros processos de pensamento.

Vou deixar registradas aqui as minhas impressões sobre obras, exposições, livros, filmes e peças com as quais eu entre em contato e sinta necessidade de discorrer a respeito.

Aqui também farei autocrítcas sobre meus próprios processos de criação e de pensamento.

Outro dia conversando com o Ivan Hegenberg [ http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-ivan-hegenberg ], chegamos à conclusão que quando se é invisível à crítica é preciso tomar esse espaço nas mãos e ocupá-lo com pensamentos e avaliações próprias. É isso o que pretendo fazer aqui, aos poucos.
É também uma forma de pavimentar um caminho crítico para que eventuais críticos e curadores tenham subsídios para avaliar minha produção.

Não tenho compromisso de frequência para postar aqui: é apenas um espaço aberto aguardando minhas impressões eventuais.

Meu outro blog continua com sua atividade normal.

Escrito por interaubis

setembro 28, 2009 em 1:04 am

Publicado em autocritica

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